sábado, 18 de julho de 2009

A Débil


Eu, que sou feio, sólido, leal,
A ti, que és bela, frágil, assustada,
Quero estimar-te, sempre, recatada
Numa existência honesta, de cristal.

Sentado á mesa dum café devasso,
Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura,
Nesta Babel tão velha e corruptora,
Tive tenções de oferecer-te o braço.

E, quando socorreste um miserável,
Eu, que bebia cálices de absinto,
Mandei ir a garrafa, porque sinto
Que me tornas prestante, bom, saudável.

Cesário Verde

4 comentários:

Helena disse...

Boa escolha!!=)
Beijoooooo*

Sandrine disse...

Não conhecia mas olha que é bem bonito!! Beijinho**

A. disse...

Gostei mesmo muito do poema!
Beijinho

Secreta disse...

E é tão bom quando alguém nos faz sentir assim!
Por vezes a magia acontece :)
Beijito.